
Resident Evil Requiem é o nono capítulo principal da franquia de survival horror da Capcom, lançado em 27 de fevereiro de 2026 para PS5, Xbox Series X|S, PC e Nintendo Switch 2. O jogo marca os 30 anos da série e leva os jogadores de volta a Raccoon City quase três décadas após sua destruição.
A proposta é ambiciosa: unir dois estilos de jogo em uma única campanha, alternando entre a analista do FBI Grace Ashcroft, focada em furtividade e sobrevivência, e o veterano Leon S. Kennedy, com uma abordagem mais voltada à ação. Nesta análise, você vai entender como essa fórmula funciona na prática, quanto custa, quais são os requisitos de PC e, principalmente, se o jogo vale o investimento.
Esta análise foi construída a partir de especificações oficiais divulgadas pela Capcom, documentação de requisitos de sistema, e um panorama consolidado de avaliações publicadas por veículos especializados como IGN, GameSpot, Game Informer, CGMagazine e agregadores como o Metacritic. Não realizamos testes práticos próprios do hardware ou benchmarks internos — todos os dados de desempenho e recepção citados aqui têm fonte identificada.
Índice
- Visão Geral
- Ficha Técnica
- Design e Construção (Direção de Arte)
- Recursos e Mecânicas
- Desempenho e Requisitos de PC
- Pontos Positivos
- Pontos Negativos
- Comparação com Concorrentes
- Para Quem é Indicado?
- Vale a Pena Comprar?
- Perguntas Frequentes
- Nossa Recomendação
- Conclusão
Visão Geral
Resident Evil Requiem é um jogo de survival horror single-player desenvolvido pela Capcom usando o RE Engine. A história se passa em outubro de 2026, 28 anos após a destruição de Raccoon City, e acompanha Grace Ashcroft, filha da protagonista de Resident Evil Outbreak, e Leon S. Kennedy, que retorna à franquia após anos de ausência como protagonista principal.
O jogo foi pensado tanto para veteranos da série, que vão reconhecer referências diretas a Resident Evil 2 e 3, quanto para novos jogadores, já que a estrutura dual de gameplay funciona como uma porta de entrada mais acessível. É o primeiro título da franquia desenvolvido especificamente para consoles de nona geração, deixando PS4 e Xbox One de fora.
Ficha Técnica

| Especificação | Detalhe |
|---|---|
| Desenvolvedora / Publisher | Capcom |
| Gênero | Survival Horror / Ação |
| Motor gráfico | RE Engine |
| Plataformas | PS5, Xbox Series X|S, PC (Steam/Epic Games Store), Nintendo Switch 2 |
| Modo de jogo | Single-player |
| Data de lançamento | 27 de fevereiro de 2026 |
| Idioma no Brasil | Dublagem e legendas em português (Brasil) |
| Tamanho de instalação (PC) | Aproximadamente 73 GB |
| Preço médio no Brasil | R$ 299 (Standard, Steam) a R$ 399,90 (Deluxe, PS5) |
Design e Construção (Direção de Arte)

O RE Engine segue entregando um dos padrões visuais mais altos do gênero, com destaque para expressões faciais, texturas de pele e iluminação. A reconstrução de Raccoon City em ruínas é um dos pontos altos da direção de arte, misturando cenários familiares — como a delegacia de polícia de RE2 e RE3 — com um tom mais sombrio e devastado.
A ambientação sonora também recebe atenção especial, com áudio 3D bem aproveitado em consoles compatíveis, reforçando a sensação de que inimigos podem estar se aproximando por qualquer direção, inclusive por cima ou por baixo do jogador.
Um recurso de destaque é a possibilidade de alternar livremente entre câmera em primeira e terceira pessoa durante toda a campanha, algo inédito na série. Isso muda a forma como o jogador lê o ambiente e reage a ameaças, sem forçar uma perspectiva fixa.
Recursos e Mecânicas
Estrutura dual de protagonistas. Grace Ashcroft tem pouca munição e depende de furtividade, distração de inimigos e criação de itens a partir de sangue infectado. Leon Kennedy, por outro lado, oferece combate mais direto, com armas de fogo, golpes corpo a corpo e movimentos de execução.
Inimigos com comportamento reativo. A Capcom trabalhou em IA de inimigos que reagem a som e mantêm resquícios de personalidade de antes da infecção — um zumbi que já foi cozinheiro, por exemplo, ainda repete gestos ligados à sua rotina antiga.
Modo Foto. Adicionado via atualização em março de 2026, permite pausar cenas, ajustar câmera, poses e aplicar filtros para capturas de tela personalizadas.
Compatibilidade entre plataformas. O jogo chegou simultaneamente em todas as plataformas anunciadas, incluindo Nintendo Switch 2 no mesmo dia de lançamento — algo incomum para um título com essa exigência gráfica.
Desempenho e Requisitos de PC

Não realizamos testes de benchmark próprios para esta análise. As informações abaixo refletem os requisitos oficiais de sistema divulgados para a versão de PC e o consenso de avaliações especializadas sobre a otimização do jogo.
| Configuração | GPU / CPU | Alvo |
|---|---|---|
| Mínima | GTX 1660 (6GB) / Ryzen 5 3500 | 1080p / 30fps |
| Recomendada | RTX 2060 Super (8GB) / Ryzen 5 5500 | 1080p / 60fps |
Segundo avaliações publicadas por veículos especializados, o RE Engine segue demonstrando boa escalabilidade, funcionando de forma satisfatória tanto em hardware mais modesto quanto em configurações de ponta com ray tracing ativado. Jogadores sem hardware compatível também têm a opção de rodar o título via GeForce NOW, serviço de streaming em nuvem.
Em consoles, análises indicam bom aproveitamento do PS5 Pro em termos de fidelidade visual, mas não há, até o momento desta análise, dados públicos detalhados de frame rate por cena divulgados por publicações como Digital Foundry que possam ser citados com segurança.
Pontos Positivos
- Recepção crítica consistente: o jogo acumulou nota agregada de 88 a 89 no Metacritic entre as diferentes plataformas, com destaque para a versão de Xbox Series X|S.
- Estrutura dual bem equilibrada: a alternância entre Grace e Leon foi elogiada por diversos veículos por unir tensão e ação sem que um estilo pareça sobrar em relação ao outro.
- Ambientação e trilha sonora: citadas repetidamente como pontos altos, contribuindo para a atmosfera de terror psicológico.
- Boa otimização técnica: requisitos de PC relativamente acessíveis para o padrão gráfico entregue, com suporte a GeForce NOW.
- Lançamento multiplataforma simultâneo: incluindo Switch 2 no mesmo dia, algo raro para blockbusters do gênero.
Pontos Negativos
- Estrutura alternada limita a liberdade de replay: algumas análises apontam que o formato fixo entre os capítulos de Grace e Leon reduz a flexibilidade encontrada em entradas anteriores da série.
- Ritmo desigual no fim de jogo: parte da crítica e de usuários mencionou que as localizações finais não mantêm o mesmo nível de interesse das áreas iniciais, como o Care Center.
- Preço de lançamento elevado no Brasil: a Standard Edition parte de R$ 299 e a Deluxe chega a R$ 399,90, valores que pesam no bolso mesmo para fãs da franquia.
- Narrativa com ressalvas: parte da crítica especializada, mesmo em avaliações positivas, apontou falhas pontuais de roteiro e uso de recursos narrativos já vistos em jogos anteriores da série.
- Sem versão para PS4/Xbox One: quem ainda está na geração passada de consoles fica de fora, diferente de lançamentos recentes da Capcom.
Comparação com Concorrentes
| Jogo | Gênero | Plataformas | Nota Metacritic (referência) | Diferencial |
|---|---|---|---|---|
| Resident Evil Requiem | Survival horror / ação | PS5, Xbox Series, PC, Switch 2 | 88–89 | Estrutura dual de protagonistas |
| Resident Evil 4 Remake | Survival horror / ação | PS5, Xbox Series, PC, PS4, Switch 2 | Superior ao de Requiem, segundo comparativos da imprensa | Ritmo de ação mais constante |
| Silent Hill f | Survival horror psicológico | PS5, Xbox Series, PC | Varia conforme a fonte | Foco maior em terror psicológico puro |
| Alan Wake 2 | Terror narrativo | PS5, Xbox Series, PC | Alta aclamação crítica | Narrativa não-linear e ambientação sobrenatural |
Requiem se diferencia por dividir a experiência entre dois estilos de jogo dentro da mesma campanha, algo que nenhum concorrente direto faz da mesma forma. Ainda assim, quem busca uma experiência de ação mais linear e constante pode preferir o ritmo do remake de Resident Evil 4, enquanto fãs de terror psicológico mais denso podem se interessar por alternativas como Silent Hill f.
Para Quem é Indicado?
Jogador casual: sim, a estrutura dual e a possibilidade de alternar câmera tornam o jogo mais acessível do que entradas clássicas da série.
Jogador competitivo: não é o foco do jogo. Requiem é single-player e não possui componente competitivo relevante.
Criador de conteúdo: boa opção, especialmente pelo Modo Foto e pela atmosfera visual, favorável a clipes e capturas de tela.
Profissional (uso geral): indiferente, já que é um produto de entretenimento sem aplicação profissional direta.
Estudante: recomendado com ressalva ao preço, já que os requisitos de PC são relativamente acessíveis frente ao padrão gráfico entregue.
Uso doméstico / fã de longa data da franquia: altamente recomendado, dado o volume de referências à história original de Raccoon City e o aniversário de 30 anos da série.
Vale a Pena Comprar?
Sim, para quem já é fã da franquia ou busca um survival horror robusto no lançamento, considerando o histórico consistente de notas altas entre a crítica especializada e o volume de vendas do título, que ultrapassou 5 milhões de cópias em cinco dias.
Vale menos a pena para quem tem restrição orçamentária e não se incomoda em esperar uma promoção — o preço de lançamento no Brasil é considerado elevado por parte da comunidade, e jogos da Capcom historicamente recebem descontos relevantes nos meses seguintes ao lançamento.
Também vale menos a pena para quem prioriza liberdade de replay e ritmo constante de ação: a estrutura alternada entre Grace e Leon é um diferencial, mas também uma limitação de design para quem prefere jogar do seu próprio jeito.
Perguntas Frequentes
Resident Evil Requiem é uma continuação direta de algum jogo da série? Não exatamente. Ele se passa 28 anos após a destruição de Raccoon City e traz novos personagens, mas conecta pontas com Resident Evil Outbreak e a mitologia clássica da franquia.
Precisa ter jogado os jogos anteriores para entender a história? Não é obrigatório, mas fãs que conhecem Resident Evil 2, 3 e Outbreak vão captar mais referências e ter uma experiência emocional mais completa.
O jogo está disponível em português do Brasil? Sim, com dublagem e legendas completas em português brasileiro.
Resident Evil Requiem vai sair para PS4 e Xbox One? Não há planos anunciados pela Capcom para versões de geração passada.
Quais são os requisitos mínimos de PC? GTX 1660 com 6GB de VRAM e Ryzen 5 3500, mirando 1080p a 30fps. Para 60fps, a recomendação é RTX 2060 Super e Ryzen 5 5500.
O jogo tem multiplayer? Não. É uma experiência single-player, mesmo tendo sido inicialmente concebido como um projeto multiplayer online antes de mudar de direção durante o desenvolvimento.
Vale a pena comprar na pré-venda ou esperar promoção? Depende do perfil. Fãs que querem jogar no lançamento e os bônus de pré-venda (como o traje Apocalypse de Grace) podem valer a pena; quem não tem pressa tende a economizar esperando os primeiros descontos.
Nintendo Switch 2 roda o jogo com qualidade equivalente aos outros consoles? Segundo avaliações publicadas, a versão de Switch 2 recebeu nota alta (90 no Metacritic em amostragem inicial), mas ajustes gráficos e de resolução em relação a PS5/Xbox Series são esperados dado o hardware mais limitado do console híbrido.
Nossa Recomendação
Maior qualidade: a fusão bem-sucedida entre survival horror clássico e ação moderna, sustentada por uma direção de arte forte e ambientação sonora de destaque.
Maior limitação: a estrutura fixa de alternância entre Grace e Leon, que reduz a liberdade de replay em comparação a outros títulos da franquia.
Melhor custo-benefício: a versão de PC, considerando requisitos relativamente acessíveis e preço de entrada mais baixo (R$ 299) frente às versões de console.
Alternativas interessantes: Resident Evil 4 Remake para quem busca ritmo de ação mais constante, ou Silent Hill f para quem prioriza terror psicológico com menos ênfase em combate.
Quando comprar: se você é fã da franquia, gosta de jogar no lançamento e não se importa com o preço cheio.
Quando esperar: se seu orçamento é mais apertado — histórico recente da Capcom mostra descontos relevantes nos primeiros meses após o lançamento de outros títulos da marca.
Conclusão
Resident Evil Requiem entrega uma proposta ambiciosa e, segundo o consenso da crítica especializada, cumpre bem o que promete: unir o terror mais contido de Grace Ashcroft com a ação mais direta de Leon Kennedy em uma única campanha coesa. O resultado é um dos lançamentos mais bem avaliados de 2026 até o momento desta análise, com boa aceitação tanto de crítica quanto de usuários.
Ainda assim, o jogo não é para todo mundo. Quem busca liberdade total de replay ou um ritmo de ação ininterrupto pode sentir a estrutura alternada como uma limitação, e o preço de lançamento no Brasil pesa no bolso de quem não é fã inveterado da série.
Se você já ama Resident Evil, ou está em busca de um survival horror robusto para começar na franquia, Requiem é uma aposta segura. Se o orçamento for um fator decisivo, vale considerar esperar as primeiras promoções.
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