
Elden Ring é o RPG de ação em mundo aberto da FromSoftware, criado em parceria com o escritor George R.R. Martin para o universo narrativo. Lançado em fevereiro de 2022 para PC, PS4, PS5, Xbox One e Xbox Series X|S, o jogo pegou a fórmula desafiadora dos títulos “souls-like” do estúdio e a colocou dentro de um mapa livre, sem as passagens lineares que marcaram Dark Souls e Sekiro.
Passados mais de quatro anos do lançamento — e com a expansão Shadow of the Erdtree e o spin-off Nightreign já disponíveis —, esta análise revisita Elden Ring com o olhar de quem quer saber se o jogo ainda vale o investimento em 2026, seja no PC, no PlayStation ou no Xbox.
É importante deixar claro desde já: esta análise não é baseada em testes internos de desempenho da PlayLevel. As informações técnicas e de performance aqui apresentadas vêm de especificações oficiais da Bandai Namco/FromSoftware e de análises amplamente reconhecidas no mercado, como as da Digital Foundry, complementadas por dados agregados do Metacritic e OpenCritic. Isso será sinalizado novamente na seção de desempenho.
Índice
- Visão Geral
- Ficha Técnica
- Direção de Arte
- Recursos e Sistemas de Jogo
- Desempenho
- Pontos Positivos
- Pontos Negativos
- Comparação com Concorrentes
- Para quem é indicado?
- Vale a pena comprar?
- Perguntas Frequentes (FAQ)
- Nossa Recomendação
- Conclusão
Visão Geral
Elden Ring é um RPG de ação em mundo aberto desenvolvido para jogadores que já conheciam (ou queriam conhecer) a fórmula “souls-like”: combate tático, punição por descuido e uma progressão de personagem construída em cima de tentativa e erro. A diferença é que, aqui, essa fórmula foi espalhada por um mapa aberto chamado Terras Intermédias, que pode ser explorado livremente a cavalo, sem a estrutura em corredores dos jogos anteriores do estúdio.
No mercado, Elden Ring se posiciona como o “grande” RPG de ação da FromSoftware — mais ambicioso em escopo do que Dark Souls III ou Sekiro, e concorrendo diretamente com outros pesos-pesados do gênero RPG de mundo aberto, como Baldur’s Gate 3 e Dragon’s Dogma 2. O jogo é comparado favoravelmente às notas dadas aos títulos anteriores da FromSoftware, superando Dark Souls, Dark Souls 2, Bloodborne, Dark Souls 3 e Sekiro no Metacritic.
Ficha Técnica

| Item | Informação |
|---|---|
| Desenvolvedora | FromSoftware Inc. |
| Publicadora | Bandai Namco Entertainment |
| Gênero | RPG de ação em mundo aberto (souls-like) |
| Data de lançamento | 25 de fevereiro de 2022 |
| Plataformas | PC (Steam), PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S |
| Motor gráfico | Engine proprietária da FromSoftware |
| Modos de jogo | Um jogador, cooperativo online, PvP online |
| Classificação etária | PEGI 16 / ClassInd 16 anos (violência) |
| Idiomas com dublagem PT-BR | Sim — legendas em português do Brasil |
| Expansão disponível | Shadow of the Erdtree (DLC paga, lançada em junho de 2024) |
| Spin-off relacionado | Elden Ring Nightreign (jogo independente, maio de 2025) |
| Preço médio (Steam, Brasil) | Em torno de R$ 274,50 no valor de tabela, com variações frequentes por promoções |
| Preço médio (PS Store, Brasil) | Em torno de R$ 299,90 |
| Preço médio DLC (Shadow of the Erdtree) | Entre R$ 182,90 (Steam) e R$ 214,90 (PS Store) |
Requisitos de Sistema (PC)
| Requisito | Mínimo | Recomendado |
|---|---|---|
| Sistema operacional | Windows 10 / 11 | Windows 10 / 11 |
| Processador | Intel Core i5-8400 / AMD Ryzen 3 3300X | Intel Core i7-8700K / AMD Ryzen 5 3600X |
| Memória RAM | 12 GB | 16 GB |
| Placa de vídeo | NVIDIA GTX 1060 (3 GB) / AMD RX 580 (4 GB) | NVIDIA GTX 1070 (8 GB) / AMD RX Vega 56 (8 GB) / Intel Arc A750 (8 GB) |
| Espaço em disco | ~60 GB (fontes variam entre 60 GB e 80 GB) | ~60 GB + 16,5 GB para a DLC Shadow of the Erdtree |
Direção de Arte

A direção de arte de Elden Ring mistura fantasia sombria com cenários grandiosos: castelos em ruínas, planícies douradas, pântanos venenosos e masmorras subterrâneas com escala quase arquitetônica. É um trabalho visual que se apoia mais em composição e escala do que em efeitos gráficos de ponta — o motor gráfico da FromSoftware não compete tecnicamente com engines como a Unreal Engine 5 em termos de fidelidade de texturas ou iluminação, mas compensa isso com um design de mundo coeso e memorável.
A trilha sonora orquestral acompanha o tom épico da proposta, com temas específicos para as batalhas contra chefes — um ponto historicamente forte nos jogos do estúdio. Já a modelagem de personagens e efeitos de partículas mostram a idade do motor gráfico em comparação com lançamentos mais recentes, especialmente em cutscenes e closes de rosto.
Recursos e Sistemas de Jogo
- Mundo aberto sem loading entre áreas: exploração contínua a cavalo (Torrent), com poucas transições de carregamento fora de masmorras específicas.
- Criação de personagem e builds: liberdade para combinar armas, magias, feitiços e armaduras sem classes fixas.
- Multiplayer online: cooperação para enfrentar chefes e PvP invasivo, no estilo característico da franquia Souls.
- Sistema de Graças (Sites of Grace): pontos de checkpoint que funcionam como “save points” e locais de viagem rápida.
- Shadow of the Erdtree: expansão paga que adiciona uma nova região, chefes e progressão de personagem própria.
- Compatibilidade com mods: comunidade ativa de mods no PC, incluindo opções para destravar o limite de 60 fps (não suportado oficialmente).
- Sem Ray Tracing, DLSS ou FSR nativos: diferente de boa parte dos lançamentos AAA atuais, Elden Ring não conta com suporte oficial a essas tecnologias de upscaling/iluminação — um ponto relevante para quem espera recursos gráficos modernos.
Desempenho

Aviso de transparência: a PlayLevel não realizou testes de benchmark próprios para este game. As informações de desempenho abaixo se baseiam em análises técnicas publicadas pela Digital Foundry logo após o lançamento e em relatos recorrentes da comunidade sobre o estado do jogo em anos seguintes. Nenhum número de FPS aqui foi mensurado internamente.
No lançamento, a Digital Foundry classificou o desempenho de Elden Ring como “misto” em todas as plataformas, com o jogo rodando entre 45-60 FPS no modo desempenho e entre 30-60 FPS no modo qualidade em Xbox Series X e PS5. A versão de PS4 rodando em PS5 foi apontada como a mais estável, atingindo 60 FPS de forma consistente.
No PC, os problemas eram mais evidentes: a Digital Foundry relatou engasgos (stutters) de até 250 milissegundos quando novos efeitos ou inimigos apareciam na tela, além de “problemas de tumbling frame-time” que derrubavam a taxa de quadros de 60 para cerca de 40 FPS. Parte disso foi atribuída à compilação de shaders em tempo real, comum em jogos que utilizam DirectX 12 de baixo nível.
A Bandai Namco lançou patches ao longo de 2022 para mitigar esses problemas, mas relatos da própria comunidade no Steam indicam que engasgos residuais por compilação de shader ainda são reportados por alguns jogadores mesmo em hardware relativamente recente, anos depois do lançamento — um ponto que qualquer comprador de PC deve considerar antes de esperar uma experiência perfeitamente fluida.
O jogo também trava a taxa de quadros em 60 FPS por padrão em todas as plataformas, sem opção nativa para desbloqueio — algo que soluções de mod no PC contornam, mas que não é suportado oficialmente pela desenvolvedora.
Pontos Positivos
- Mundo aberto com liberdade real de exploração, sem guiar o jogador pela mão — cada jogador encontra seu próprio caminho pelas Terras Intermédias.
- Combate profundo e recompensador, com dezenas de armas, magias e estilos de build viáveis.
- Direção de arte marcante, com cenários que equilibram grandiosidade e mistério.
- Trilha sonora orquestral de alto nível, especialmente nas lutas contra chefes.
- Conteúdo extenso, com dezenas de horas de jogo na campanha principal e ainda mais com a expansão Shadow of the Erdtree.
- Recepção crítica excepcional: o jogo tem uma nota agregada de 97 no Metacritic para PS5, com base em 45 análises de crítica, o colocando na 15ª posição entre os jogos mais bem avaliados da história.
Pontos Negativos
- Dificuldade de acesso para quem não tem familiaridade ou paciência com o estilo “souls-like” — o jogo não suaviza a curva de aprendizado para iniciantes.
- Problemas de desempenho no PC, com engasgos por compilação de shader que, segundo relatos de usuários, ainda aparecem esporadicamente anos após o lançamento.
- Taxa de quadros travada em 60 FPS em todas as plataformas, sem suporte oficial para desbloqueio.
- Ausência de recursos gráficos modernos como Ray Tracing nativo, DLSS ou FSR.
- Requisitos de sistema pouco claros em algumas fontes, com divergência sobre espaço em disco necessário.
- Reajustes de preço que já tornaram o jogo e sua DLC mais caros no Brasil desde o lançamento.
Comparação com Concorrentes

| Jogo | Nota Metacritic | Preço base aproximado (Steam, Brasil) | Principal diferencial |
|---|---|---|---|
| Elden Ring | 97 (PS5) / 95 (PC) | ~R$ 274,50 | Mundo aberto souls-like com combate punitivo e alta liberdade de build |
| Baldur’s Gate 3 | 97 no Metacritic | Historicamente em torno de R$ 200, com promoções chegando a R$ 159,99 | RPG por turnos com D&D, ramificações narrativas profundas e coop |
| Dragon’s Dogma 2 | 90 na versão de PC e 87 nas versões de PS5 e Xbox Series X/S | Reduzido para R$ 169 após corte de preço da Capcom | Combate em tempo real com sistema de “pawns” (companheiros de IA) |
Frente a Baldur’s Gate 3, Elden Ring perde em profundidade narrativa e ramificação de escolhas, mas ganha em ritmo de ação e sensação de descoberta espacial. Frente a Dragon’s Dogma 2, o combate de Elden Ring é mais técnico e punitivo, enquanto o jogo da Capcom aposta em um sistema de companheiros de IA (pawns) que muda a forma como o combate é conduzido.
Para quem é indicado?
Jogador casual: pode aproveitar, mas deve estar preparado para uma curva de aprendizado exigente — não é o RPG mais amigável para quem busca uma experiência relaxada.
Jogador competitivo: o PvP invasivo e os builds variados oferecem profundidade para quem gosta de testar combinações e enfrentar outros jogadores.
Criador de conteúdo: cenários visualmente marcantes e chefes memoráveis rendem bom conteúdo, embora a falta de recursos gráficos modernos (RT, DLSS) limite um pouco o apelo técnico em vídeos comparativos de hardware.
Profissional com pouco tempo livre: pode ser frustrante — o jogo pune tentativas rápidas e recompensa sessões mais longas de exploração e prática.
Estudante: o preço de tabela é salgado para o público estudantil, mas promoções sazonais tornam o investimento mais acessível.
Uso doméstico/família: classificação PEGI 16 e violência explícita tornam o jogo inadequado para o público infantil.
Vale a pena comprar?
Sim, vale a pena se você já gosta (ou está disposto a aprender a gostar) do estilo de combate punitivo característico dos jogos “souls-like” e quer um mundo aberto para explorar sem pressa, no seu próprio ritmo. A recepção crítica consistentemente alta ao longo dos anos, somada à quantidade de conteúdo (jogo base + Shadow of the Erdtree), sustenta o preço mesmo anos após o lançamento.
Não vale a pena agora se você está sensível a instabilidades de desempenho no PC — os engasgos por compilação de shader ainda são mencionados pela comunidade — ou se procura um RPG mais acessível a iniciantes, com curva de dificuldade mais suave. Nesses casos, esperar uma promoção mais agressiva (comum em eventos como a Steam Summer Sale) ou considerar alternativas como Baldur’s Gate 3, mais amigável em termos de dificuldade ajustável, pode fazer mais sentido.
Perguntas Frequentes
1. Elden Ring é difícil para iniciantes em jogos souls-like? Sim. O jogo mantém a filosofia de dificuldade das obras anteriores da FromSoftware, embora o mundo aberto permita adiar desafios mais difíceis explorando outras regiões primeiro.
2. Preciso jogar Dark Souls antes de Elden Ring? Não. Elden Ring não tem ligação narrativa direta com a trilogia Dark Souls e pode ser jogado sem conhecimento prévio da franquia.
3. Elden Ring roda bem no PC? Na maior parte do tempo sim, mas há relatos recorrentes de engasgos por compilação de shader, mesmo em hardware moderno, segundo discussões da comunidade no Steam.
4. Vale a pena comprar a expansão Shadow of the Erdtree? Para quem já terminou o jogo base e gostou da fórmula, sim — a expansão foi muito bem recebida pela crítica. Vale considerar o preço, que também sofreu reajustes desde o lançamento.
5. Elden Ring tem multiplayer? Sim, com cooperação online para enfrentar chefes e PvP invasivo, seguindo o modelo tradicional da franquia Souls.
6. O jogo roda a 60 FPS em todas as plataformas? O jogo mira 60 FPS, mas a taxa de quadros pode oscilar dependendo da plataforma e da cena, conforme análises técnicas independentes publicadas no lançamento.
7. Existe suporte a Ray Tracing ou DLSS? Não há suporte oficial nativo a Ray Tracing, DLSS ou FSR no motor gráfico de Elden Ring.
8. Qual a diferença entre Elden Ring e Elden Ring Nightreign? Nightreign é um spin-off independente, com estrutura de roguelike cooperativo, lançado separadamente em 2025 — não é uma expansão do jogo original.
9. Quanto tempo leva para zerar Elden Ring? A campanha principal costuma levar dezenas de horas, variando bastante conforme o estilo de exploração do jogador; a expansão Shadow of the Erdtree adiciona ainda mais horas de conteúdo.
10. Elden Ring está disponível em português do Brasil? Sim, o jogo conta com legendas em português do Brasil, embora a dublagem completa esteja disponível apenas em outros idiomas.
Nossa Recomendação
Maior qualidade: a liberdade de exploração combinada com um combate profundo e recompensador — poucos jogos conseguem equilibrar mundo aberto e dificuldade tática dessa forma.
Maior limitação: a instabilidade de desempenho no PC, especialmente os engasgos por compilação de shader que ainda aparecem em relatos da comunidade anos após o lançamento.
Melhor custo-benefício: comprar o jogo base durante promoções sazonais (como a Steam Summer Sale), quando o preço historicamente cai de forma significativa em relação ao valor de tabela.
Alternativas interessantes: Baldur’s Gate 3, para quem prioriza narrativa ramificada e dificuldade ajustável; Dragon’s Dogma 2, para quem busca um combate em tempo real com um sistema de companheiros de IA.
Quando comprar: se você já decidiu que quer encarar o desafio e não se importa com eventuais engasgos técnicos no PC.
Quando esperar: se você é sensível a instabilidade de performance ou prefere aguardar uma promoção mais agressiva antes de investir no jogo base e na expansão.
Conclusão
Elden Ring segue sendo, anos após seu lançamento, um dos RPGs de ação mais ambiciosos já lançados — e a recepção crítica excepcional, mantida de forma consistente desde 2022, reforça isso. Mas “excepcional” não significa “perfeito”: os problemas de desempenho no PC, a dificuldade de acesso para iniciantes e os reajustes de preço no Brasil são limitações reais que qualquer comprador deve considerar antes de decidir.
Quem já é fã do estilo souls-like, ou está disposto a encarar a curva de aprendizado, dificilmente vai se arrepender. Já quem busca uma experiência mais amigável ou uma performance impecável logo de cara pode preferir esperar uma promoção ou considerar outras opções do gênero, como Baldur’s Gate 3.
Para complementar esta análise, vale conferir outros conteúdos da PlayLevel sobre RPGs de ação e mundo aberto, comparativos de desempenho e guias de compra para a categoria.

